Como Fazer Uma Sobremesa Simples E Ao Mesmo Tempo Um Brilharete

A minha cunhada é a pessoa mais social que conheço. Ela é jantares, ela é lanches, é festas de aniversário e tudo o que sirva para conviver. Foi num dos jantares em sua casa que comi esta sobremesa. É tão simples, que o truque está no "empratar bonito". Eu decidi copiar a ideia e foi esta a sobremesa que fiz no dia dos namorados (só não empratei bonito porque isso implicava ter que depois lavar loiça à mão e isso estragava o romantismo todo).

Pois que então a sobremesa não é, nada mais, nada menos, que morangos com chantilly! Ah pois é. E onde é que está o especial disso? No "crunchy". A minha cunhada usou suspiros (de várias cores para ficar mais bonito) e eu fui mais prática e usei bolachas mini Chips Ahoy. Tudo partidinho, mais os morangos e o chantilly (caseiro, claro), é a sobremesa que agrada a todos e que bem empratada, fica mesmo bonita de se ver. Eu ainda misturei umas amoras para ter mais cor. E porque gosto. 

Como disse, não empratei bonito, mas se quiserem fazer um jantarinho e surpreender, usem copos de gin, por exemplo. 



Fui Ao Jamie's Italian E Tenho Umas Coisitas A Dizer

Desde que saiu a notícia que o restaurante do mais badalado chef inglês inagurou, que parece que meio mundo correu para lá. Arrisco dizer com alguma confiança que a expectativa de todas as pessoas era altíssima. Afinal de contas, toda a gente conhece o Jamie. Eu sempre achei que ele é meio badalhoco, a mexer na comida com as mãos e a sujar tudo à sua volta. Mas não posso negar que muitos dos episódios que vi na televisão me deixaram a salivar. Por isso, fiz parte do meio mundo que quis ir a correr experimentar a culinária do chef.

A reserva correu bem, ao contrário do que li em alguns comentários no Zomato. A minha sugestão é mandar um email e esperar resposta. E sim, não se atrevam a ir sem reserva. Vi muito boa gente a dar meia volta por não haver mesas disponíveis. E o restaurante é bem grande.

A nossa mesa ficou no último piso lado a lado com o terraço. E aviso já, aquele terraço vai ser o sucesso assim que o tempinho estiver mais agradável. Tem uma vista de sonho.

A decoração está muito simpática e não tenho nada de mal a dizer do serviço. Por isso, falemos da comida. Escolhemos uma tábua de enchidos e o pão de alho para entrada e uma sangria branca de bebida. A sangria estava simplesmente maravilhosa, já das entradas achei o seguinte:
  • Uma tábua de enchidos tem de trazer pão. Não faz sentido estar ali a comer presunto e chourições sem um pãozinho a acompanhar. Eu bem sei que nas terras inglesas, o pão é uma bosta, mas caramba, Portugal é famoso pelo seu pão. Não há sítio nesta terra que não tenha bom pão, por isso, achei isto a primeira grande falha.
  • O pão de alho é efetivamente diferente do que estamos habituados, porque é um pão inteiro que vem para a mesa. E se o interior é fofinho e saboroso, as fatias das pontas são demasiado massudas. 
Depois chega a segunda grande falha. Pedimos para refeição principal dois pratos diferentes de massa e eis que a resposta foi: já não temos massa para esses pratos. Oi? Num restaurante em que metade da ementa é massa, como é que às 20.30h de uma sexta feira acabou a massa de dois pratos? Eu sei que estão no início e ainda a ajustar o serviço, mas acabar a massa acho inaceitável. E não interessa que a massa é feita manualmente ali. Não pode faltar.

Mas não havendo, a escolha recaiu na lasanha e no filete milaneze. E desapontou. A lasanha não tinha absolutamente nada de especial e o filete estava sem sabor. Juro, que ontem fiz uns panados que comprei no talho e estavam bem mais saborosos. O lado bom do filete é que pedi polenta frita para acompanhar. Nunca tinha experimentado e fiquei fã!

A sobremesa foi outra desilução. Toda a gente sabe o que esperar de um tiramisu e há por aí muito tiramisu maravilhoso. Era difícil este falhar, mas falhou. Primeiro, os palitos (que não me pareceram palitos la reine) não estavam embebidos. Como é que isto acontece? Não sei. E depois colocaram raspas de laranja no topo. Nada contra, mas no final, o que comemos não foi um tiramisu, mas sim uma sobremesa com sabor a laranja. 

O resultado final foi um bocadinho desanimador. Lisboa tem imensos restaurantes fantásticos e este, sendo de um chef famoso, não podia ter tantas falhas. No entanto, vou voltar, lá mais para o verão. Quero mesmo sentar-me naquele terraço e dar uma hipótese às massas. 

Ficam umas fotos:





Máquina Nova, Estou-te Esperando!

Nunca pensei ficar entusiasmada com a chegada de uma máquina de lavar roupa. Mas a verdade, é que estou. Daqui a umas horas tenho a minha novíssima e imaculada máquina prontinha a ser usada. E se vai ser usada. A pilha de roupa está maior que eu!

A idade faz-nos coisas estranhas... Começamos a ter prazer em lavar e estender roupa



Casa Nova - WC Social

Parece incrível o tempo que uma pessoa demora a finalizar todos os planos que tem para uma divisão da casa. Entre tomar decisões, comprar material e esperar que chegue, há sempre a constante alteração de prioridades. Com planos para todas as divisões, ora se faz uma coisinha aqui, ora se faz ali e às tantas, não estamos a mudar uma divisão, estamos a mudar todas aos bochechos. Seis meses depois da mudança, finalmente fechámos a casa de banho social.

Este espaço pequeno, estava todo pintadinho de castanho escuro, há exceção de uma parede, onde estava aplicado uma pastilha em tons de laranja e castanho. Eu já não gosto de divisões escuras, pequenas então, está fora de questão. E ficou decidido desde o início que estas cores não davam. Para mim, este não era o único problema. A colocação das louças, assim como os modelos em si, também não são os melhores, só que isso implicava obra a sério e com tanta coisa mais prioritária, acabámos por dar apenas um facelift ao espaço. O castanho saltou fora e foi substituído por um papel de parede texturado em tons claros, próximos da cor das juntas da pastilha. O resto foi decoração, sendo que o espelho teve de ser mandado fazer (no Leroy) porque já estava farta de procurar espelhos retangulares de 120cm e nada.

Ficam algumas fotos do renovado wc social.





Como Evitar Aquele Bolorzinho Feio na Borracha da Máquina da Roupa

O Natal passou, o novo ano começou e a máquina da roupa herdada da casa nova pifou. Na realidade, ela até trabalhava, mas nunca à primeira. Começava o programa e sempre que chegava à parte de girar o tambor, está quieto. E ali ficava eu a avançar com o programa para a frente até ela ganhar forças e vontade para mexer aquilo. Para além de tempo, eu gastava água e eletricidade em dobro. Como a máquina fica no exterior, pensei que estivesse engripada com as humidades e as temperaturas baixas e andei nisto um mês. Até que me fartei e pedi assistência técnica aos senhores da Miele. Já agora, um aparte, o pedido de assistência da Miele funciona às mil maravilhas, é preencher um formulário, agendar e logo a seguir temos um senhor que nos liga a confirmar tudo. 

Voltando ao senhor... Abriu a máquina, fez para lá uns testes e o diagnóstico foi: pifou. A pequenita tem 31 anos, por isso, cumpriu a sua missão. Já tinha algumas maleitas menores, mas agora foi a eletrónica e a peça, para além de já não ser vendida pela Miele, custaria uma pequena fortuna, que não compensava arranjar. Mas eis o que interessa. Ainda antes do diagnóstico feito, perguntei ao senhor se dava para substituir a borracha porque estava muito preta. E eis que ele me explicou porque é que ficava assim e o que é que se devia fazer para evitar. Basicamente, as pessoas usam as temperaturas de 30 e 40 graus para lavar a roupa. Com a humidade que fica, os fungos vão-se instalando. Para evitar que eles se instalem de vez, regularmente, devem serem feitas lavagens, no mínimo, a 60 graus, já que as temperaturas elevadas "matam" as bichezas. E o que é que se pode lavar a estas temperaturas sem estragar a roupa? Lençóis, toalhas e mantas. Eu admito que não faço máquinas só com estas coisas, mas agora que vou ter uma máquina nova, vou seguir o conselho. É a primeira vez que vou ter uma máquina novinha a estrear, por isso, estou curiosa para saber quanto tempo vou conseguir manter a borracha imaculada.

Querido Pai Natal

Aqui estou eu de novo. Fiquei a pensar e dado o pouco tempo que tens, decidi juntar umas coisinhas para te orientar na minha lista de presentes. Algumas coisas não estavam na lista original, mas é o que dá procurar, encontramos sempre coisas novas e giras. Assim até ficas com mais ideias, boa?



Querido Pai Natal

Estamos exatamente a meio para o grande dia e só agora é que eu te entrego a minha listinha de presentes. Por esta altura, já deves estar com dores tremendas nos pés de tanto percorrer esses centros comerciais fora para atender aos pedidos da criançada e dos adultos que, como eu, insistem em querer presentes nesta altura. Quero com isto dizer que percebo se não conseguires comprar-me tudo, mas a lista segue na mesma, que eu sou pessoa otimista. Ora cá vai:
  • Gostava muito que me arranjasses umas botas pretas de salto e cano alto. Eu até te ajudava, mas como ainda não vi nada que gostasse, deixo mesmo ao teu critério.
  • Luvas mas não daquelas "mágicas". Queria assim uma coisinha mais composta que eu já começo a ter alguma idade. Mas também não quero nada de pessoa idosa. Percebes, não percebes?
  • Golas. Pois é, eu sempre fui pessoa com frio, mas isto agora está um horror. E se há coisa que me sabe mesmo bem é ter coisas quentes e fofinhas à volta do pescoço.
  • Brincos. O que eu gosto de brincos! Vistosos, de preferência. Mas nada daqueles que parecem pompons de cortinado. Tenho a certeza que sabes do que estou a falar.
  • O livro de receitas da Filipa Gomes.
  • Difusor de cheiros da Rituals. Não há "pauzinhos" que cheirem melhor e toda a casa deve cheirar bem.
  • Uma mala. Assim mais propriamente a Furla Metropolis azul Navy. Eu sei, é um escândalo de preço, mas uma vez não são vezes e toda à gente sabe que o Natal não é quando uma pessoa quer, mas sim em Dezembro.