Não Vale A Pena Fugir Do Que Gostamos Mesmo

Quando se gosta de uma coisa a sério, volta na volta, vamos sempre esbarrar com ela. É certinho. E quando isso acontece, ficamos a remoer, a remoer e das duas uma, ou atiramos-nos de cabeça, ou voltamos a fugir até ao próximo encontro. E isto aplica-se a tudo, do amor a coisas tão básicas como um par de sapatos. Comigo foi com um carro (cada um com a sua maluquice). Há anos, já nem sei quantos, que o andava a namorar. Gostava muito de o ter mas o sacana era caro. E foram-se metendo outras coisas e o tempo foi passando. Mas quando o tema era carros, era sempre naquele que eu pensava. Claro que havia (e há) melhores, todos com um preço mais estúpido, mas fora isso, aquele é que era a minha cara, aquele que imaginava para mim. O ano passado, por volta desta altura, decidi chegar-me à frente, fui ao stand, fiz um test-drive, choraminguei por descontos e no final, ficou tudo na mesma. Por casmurrice (e princípios financeiros) não o comprei por 3000€. Depois apareceu a casa nova e mentalizei-me que o tema "carro novo" estava morto e enterrado. Só que não. A vida é tramada e na rua da casa nova há um vizinho que tem "o" carro. Juro que fiquei pa morrer. "Não é justo, não é justo, não é justo!", pensei para mim. Quase todos os dias ali estava o carro do vizinho a moer-me o juízo, tal e qual uma pedrinha no sapato. Rendi-me e fui novamente procurar "o" carro, só que em vez de novo, usado. E achei. Não é exatamente como eu o escolheria se fosse novo, mas às vezes não podemos ser picuinhas. Amanhã, se a seguradora colaborar, a minha história "carro novo" termina e com um final feliz. 

Moral da história: Quando é para acontecer, acontece mesmo. E se é para nos fazer feliz, que aconteça rápido. Não vale a pena complicar. Parece uma sequência de frases feitas, mas é assim mesmo. E já o Pharrell Williams dizia:


Cinco Anos de Cadela Rafeira

Faz hoje, mais coisa menos coisa, cinco anos que a Milka nasceu. Mal ela sabia a vidinha de luxo que ia ter. Verdade é que se não fosse o meu pai, provavelmente, a Milka já não existia. E se não fosse a minha mãe, eu não sabia da existência dela. E se não fosse eu, o dono não tinha sido convencido. E se não fossemos nós todos, Dona Milka estava bem tramada. Por isso, minha menina, tens muito que agradecer.

Mas a minha vida sem ti, não era a mesma coisa. Gritava menos, não entupia o aspirador com pêlo, não atirava bolas até à exaustão, não era obrigada a dar passeios quando não me apetece nadinha, essas coisas. Mas se não fosses tu, o meu regresso a casa não tinha alegria, não sentia aquele calorzinho bom quando te encostas a mim, não recebia beijos com cheiro a peixe, não tinha esses olhos melosos para me derreter. Parabéns, meu amor!

 

Quase Não Fiz Nada

Sábado:
  • Acordei às 8h da manhã
  • Tomei o pequeno-almoço
  • Fiz uma máquina de roupa
  • Fui passear a Milka
  • Lavei o chão do jardim
  • Plantei plantas novas num canteeiro
  • Fui ao veterinário com a Milka
  • Almocei restos
  • Fiz uma máquina de roupa com as camas, mantas e brinquedos da Milka
  • Fui arranjar os pés
  • Aspirei a casa
  • Fui passear novamente a Milka
Domingo:
  • Acordei às 7h30m
  • Tomei o pequeno-almoço
  • Fiz uma máquina de roupa
  • Fui passear a Milka
  • Fui ao Alegro comprar a prenda de anos da mãe
  • Fui ao Jumbo comprar cenas
  • Fui ao Leroy Merlin comprar floreiras e devolver um candeeiro
  • Fui ao Ikea comprar outras cenas
  • Fui para casa fazer mais jardinagem
  • Fui passear novamente a Milka
  • Fui ao supermercado
  • Arranjei as unhas das mãos 

Ainda bem que é segunda!

Hippotrip

Sem ideias para o fim de semana? Tem cá os primos do norte e não sabe onde os levar? Vive há 20 anos em Lisboa e não conhece nada? Pois bem, a resposta é só uma: Hippotrip!

Passear pela cidade já é bonito mas poder andar no rio e ver os nossos monumentos numa perspetiva só possível dentro de água, é a grande mais valia deste passeio. E eu, que até sou pessoa para enjoar um bocado, adorei! A entrada dentro de água é top, parece uma daquelas diversões aquáticas com gritinhos e salpicos à mistura. Depois passa e é só desfrutar da calmaria do nosso Tejo.

A primeira coisa a fazer é reservar com antecedência. Depois é levar um casaquinho e um elástico para o cabelo (mesmo). O passeio pode começar em terra ou na água, mas seja qual for o trajeto escolhido, não vai faltar diversão porque se há outra caraterística boa no Hippotrip é o guia. Puto novo, boa pinta e muito, muito divertido. Entre coisas que inventa, verdades e mistérios, ficamos a conhecer um bocadinho mais de Lisboa. E que bonita que é a nossa cidade. Vale mesmo a pena o passeio.








Monte Góis Country House

Quando marcámos as férias de verão, só tínhamos planos para a tradicional semana na Culatra. Depois surgiram as ideias de aproveitarmos uns dias para fazer remodelações na casa nova e não marcámos férias em mais lado nenhum. Mas depois fiquei a matutar e a pensar que ia regressar ao trabalho apenas com uma semana de praia e ia custar ainda mais. Por isso, decidi marcar dois diazinhos num sítio bem sossegado, bonito e com piscina para os mergulhos. E acabámos por ficar no Monte Góis Country House, perdidos num monte alentejano onde a povoação maior nas redondezas é Almodôvar. E para dar uma ideia, vimos um livro com imagens de Almodôvar à 50 anos atrás mas que bem podia ser um livro atual, não fossem as roupas das pessoas. Fora isso, não mudou nada.

Já o monte é bem giro. Tem diversos tipos de quarto, duas piscinas, um alpendre maravilhoso para as refeições e muito espaço à volta. Nós ficámos num quarto duplo que era o único disponível para a data, simpático mas pequenino, sendo que não afetou nada porque passámos os dias inteiros na piscina. Existem duas, uma mais pequena mas com a particularidade de ter a toda a volta um banco, dava para estar ali de molho horas. A outra, maior, é uma piscina panorâmica, gira gira e com um aspeto tão natural que parecia estarmos dentro de uma lagoa. Era nesta piscina que se concentravam mais pessoas (até porque a zona das espreguiçadeiras era muito fixe) e no último dia encheu até às costuras. Esse foi o único problema que dei conta no monte. Não estão preparados para ter a casa cheia. Seja porque não há espaço para estar toda a gente "à vontade", seja nas próprias refeições onde se nota uma clara atrapalhação no serviço.

Fora isso, recomendo para um fim de semana de descanso, desde que esteja bom tempo para aproveitar o espaço exterior. Até porque há volta não há muito para fazer.

Ficam umas fotos, poucas, que eu estive mais foi a pastelar na piscina e na espreguiçadeira.










As mascotes que tornam este sítio mais especial

Casa Nova - O Quarto

Todos os fins de semana são passados a fazer algo para a casa. Estamos quase há dois meses na casa nova e ainda há tanto para fazer. A sala e a cozinha estão quase "prontas", mas a aventura maior foi o quarto que serve de escritório. Decidimos gastar os últimos dias das férias para o pintar e arrumar. A experiência em pinturas era nula por isso, ficámos super contentes quando vimos no Leroy Merlin kits de pintura para tótós, com tabuleiro, rolo, trinchas, tudo o que era preciso. Faltou escolher a tinta e vou ser sincera. Cheguei à zona das tintas, fui para o corredor das tintas de interior e escolhi o cinzento mais claro que encontrei. Escusado será dizer que assim que se colocou a tinta na parede, o cinzento virou azul. Mas como pessoa otimista (e ingénua) que sou, achei que à segunda de mão a coisa resolvia-se. Não resolveu, o nosso quarto cinzento virou cinza-azulinho-bébé. Mas está giro na mesma. E se pensarmos como estava antes, puxa, está mesmo espetacular! Depois foi arrumar tudo e voilá, temos uma divisão fechada!





Lush E A Campanha Do Lobo Ibérico

A Lush é aquela loja que se sente a quilómetros de distância, tal não é o cheirinho bom que sai do seu interior. Quando quero oferecer uma prenda diferente, já sei que vou surpreender com um produto da marca. Difícil é escolher e perco-me sempre a ver e a cheirar tudo. Mas não são só os produtos que me fazem gostar da Lush, é também o conceito por detrás da marca, a missão de usar apenas produtos naturais, sustentáveis, sem testes a animais e que apoiem populações mais pobres.

Nesta última vez que fui à loja, fiquei a conhecer o Charity Pot. Trata-se de um creme para corpo e mãos cujas vendas revertem a 100% (sem valor do iva) para ações de solidariedade. Na altura, o fundo obtido revertia a favor da proteção do porco espinho, não me lembro onde, admito. Mas agora, há nova campanha em defesa do lobo ibérico. De 1 a 10 de Setembro, todas as lojas em Portugal apoiam esta causa. Por isso, é favor irem comprar o boião e ajudar o mundo a manter este bicho lindo (o mais pequeno custa 5€, não sejam forretas). E já agora, por cada compra que façam na Lush, os fofinhos dos empregados oferecem uma amostra de um produto à escolha. Qualquer um! É só escolher. Por isso, já sabem onde ir no fim de semana!

Mais detalhes da campanha aqui.